quarta-feira, 25 de maio de 2011

Tá legal, eu aceito o argumento!


“Estamos diante de enormes desafios: ou o jornalismo muda, conquista novos formatos, linguagens e, principalmente, recupera o interesse dos jovens; ou, pior do que a morte, o jornalismo corre o risco de se tornar irrelevante para as futuras gerações”. A afirmação, parte de interessante texto publicado em http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=643TVQ001, exige reflexões. Muitas. E urgentes.

Concordo plenamente que estamos caindo numa mesmice desgraçada. Abre-se dois ou três jornais e as informações são as mesmas. Seria trágico, não fosse cômico o motivo: a coincidência se dá pelo fato dos veículos publicarem, majoritariamente, relises.

Sou de um tempo que, como editor de um grande jornal, no momento de baixar a página os relises eram seqüenciados por importância de interesse da coletividade, após os demais textos de “produção própria”. Hoje o editor, na maioria dos casos, administra relises...

Lembrei dia desses de uma “lenda” que se conta sobre a canção “Argumento”, de Paulinho da Viola (http://www.youtube.com/watch?v=T1gB9Dwn7Ek) . À época quem fazia muito sucesso era o saudoso Benito de Paula, com um samba cheio de piano, violinos, instrumentos de sopro... Paulinho reagiu com “Argumento”.

Se a “lenda” é verdadeira, também é possível se relacionar uma coisa com a outra, apesar de parecerem amendoim e coca-cola... Ta legal, eu aceito o argumento, mas não me altere o jornalismo tanto assim, diria eu. Acrescentando: olha que a rapaziada está sentindo a falta de uma boa reportagem, sobre pautas que estão por aí, pedindo investigações.

Ta legal, repito, eu aceito o argumento, mas convenhamos as reportagens esportivas na TV, viraram brincadeira de gosto duvidável. Vez ou outra fazer um “trocadalho”, uma relação com determinado filme ou música, tudo bem. Agora, do jeito que está, se tornou aquilo que no passado chamávamos de “nariz de cera”. Haja “lingüiça a ser cheia”. E saco para suportar certos jornalistas que estão mais para atores, ou humoristas, quase sempre canastrões e sem graça alguma.

Foto "chupada" em:http://alaorilladelguaso.blogspot.com

terça-feira, 24 de maio de 2011

Tirem os cavalinhos da chuva!


Mais uma da caminhada matinal no Parque Centenário... Três cavalos – isso mesmo -, passaram o dia pastando pelo belo equipamento municipal.

Pouco antes do almoço, o trio estava aproveitado a sombra e o farto alimento aos fundos do Paço Municipal, o prédio que abriga a prefeitura de Criciúma. No final da tarde estava nas proximidades do teatro e do ginásio de esportes.

E fica por isso mesmo... A não ser que os animais sejam de propriedade da administração municipal, que já demonstrou seu apreço por esse tipo de criatura.

Lembram o esforço para que fosse implantado na cidade um pelotão da PM Montada, um tiro no pé da segurança pública local?

Pois bem, um bem graduado militar não esconde dos que lhes são mais próximos: trocaria, imediatamente, os cavalos por motocicletas, muito mais ágeis e, sobretudo, mais baratas de se manter.

Para ter dois cavaleiros no centro, por exemplo – só para impressionar – é preciso um caminhão para transportar os animais; o asfalto, seguramente, não é o piso mais apropriado aos animais e se as nuvens tornarem o céu plúmbeo (essa é boa!!!) , tiram-se os cavalinhos da chuva. Literalmente.

A tudo isso some-se necessidade de pessoal especializado para tratar os animais, a alimentação adequada, períodos de descanso, aluguel do Haras HG, entre outros cuidados necessários, para se concluir que a cavalaria é um tipo de policiamento perfeitamente incompatível com a atual realidade.

Surpresa e decepções na caminhada

Hoje, por volta de 11h20, no final da caminhada diária pelo Parque Centenário ( que alguns teimam em chamar de “Paço Municipal”), em sentido contrário vinha uma gestante. Jovem, uns 20 anos, no máximo.

Chamou-me atenção que sugava por um canudinho o conteúdo de uma lata. Pensei com meus poucos botões: tomando refrigerante; isso não é bom à gestação. A criança nem nasceu e já consome industrializado carregado de açúcar.

Antes que nos encontrássemos a “gravidinha” abandonou a lata ao pé de um poste de iluminação pública e outra coisa atraiu minha atenção. Ela usava uma blusa muito fina, justa ao corpo e a barriga era enorme. Pensei comigo: está fazendo hora extra; esse bebê vai nascer logo.

Em seguida decepção. Ao passar pelo poste de iluminação pública constatei que a lata consumida era de cerveja!

Tem cabimento? Grávida, quase ganhando o filho, bebendo cerveja as 11 horas da manhã? E nem procura um cesto de lixo para descartar a lata vazia?

Um pouco de tudo, bastante de tudo

Escrever, pra mim, tem sido rotina diária há décadas. Mais de três décadas. Em jornal, rádio e web já fiz de tudo um pouco, ou bastante de tudo. Política, economia, polícia, esporte...

Hoje o cotidiano me atrai. A cidade, as pessoas, a lua, o mar, o jogo de futebol... Tudo tem um significado e uma interpretação. A vida é repleta de acontecimentos, uns mais importantes ou significativos que outros e todos nos fazem refletir e opinar.
Opinar é diferente de julgar e é assim que conduzo minhas conclusões, com objetivo de fazer com que as pessoas pensem, analisem e também opinem.

Dos fatos mais simples aos mais complexos, nesse espaço, quero deixar registrado, agora em primeira pessoa, para provocar debates sérios, construtivos e positivos para todos.
Afinal, se aqui estamos é para contribuir para que todos tenhamos uma vida melhor e mais clara, em todos os sentidos.