Muitas vezes somos induzidos a erros. A velha história do Goebbels (Ministro da Propaganda Nazista) continua valendo, mesmo que não seja mentira. Repetir uma expressão errada acaba tornando-a quase verdadeira. Se não analisada e questionada.
Em Criciúma tivemos um episódio interessante quando estava para se instalar na cidade um grupo da Polícia Militar Montada. Alguém, sem querer naturalmente, na Prefeitura de Criciúma grafou “Cavalaria Montada” e distribuiu relises.
A praga do “control C/control V” fez o resto. Podem procurar nos jornais de Criciúma e região e vão encontrar a expressão, como se fosse possível uma “cavalaria” que não fosse “montada”.
O pelotão da PM, com o passar dos meses deixou de ser pauta, caiu no esquecimento e ficou, apenas, a certeza que o “factóide” somente serviu para ampliar os custos da PM, sem a devida relação custo/benefício. Nem precisa dizer que dois policiais usando motos “off road”, produzem bem mais que dois “montados”.
A nova expressão a induzir a erro veio com a semana da pátria e mais uma iniciativa da administração municipal de Criciúma, elogiável aliás, de dotar escolas da sua rede com fanfarras. Nessa onda surgiu a expressão “banda fanfarra”. Um relise saiu, a imprensa publicou e a praga do copia/cola, se encarregou do resto.
Veja: http://www.criciuma.sc.gov.br/lernoticias.php?codigo=6283
A vereadora Tati Teixeira caiu no golpe. Ela tuitou no sábado: “Hj acompanhei Desfile Cívico de Criciúma. Meu filho Vittor faz parte da banda fanfarra da Escola Serafina# maeorgulhosa”.
Com toda razão, Tati e Daniel, seu marido, têm motivos de sobra para o orgulho do rebento que conheço desde que nasceu. Mas, “banda fanfarra”, simplesmente, não existe. São duas coisas distintas.
Rudemente dá para explicar que existem duas grandes divisões: bandas e fanfarras. Dentro de cada uma existem outras. Por exemplo: as bandas podem ser de marcha, de concerto ou sinfônicas. As fanfarras podem ser simples – como as das escolas municipais de Criciúma – ou de um, dois, ou mais “válvulas”.
As “válvula” substituem uma expressão mais utilizada no passado: “piston”. As “cornetas” não têm válvulas, ou tem uma ou duas delas. Depois disso passa a ser “tropete”, ou “piston”, se preferirem. Ou seja: sem instrumentos de sopro, não é “banda”.
Quanto mais instrumentos de sopro com “válvulas”, e percussão, e seu estilo de apresentação tornam o grupo musical uma banda. Se ainda restou alguma dúvida, acesse: http://www.cnbf.org.br/, o endereço da Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras, que aliás, está anunciando:
"CAMPEONATO ABERTO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DIA 2 DE OUTUBRO DE 2011
Classificatória para as categorias: Fanfarras Simples, Fanfarras c/ 1 Válvula, Bandas Musicais de Marcha, Bandas de Concerto e Sinfônicas.
LOCAL: Município de Jambeiro / SP ( praça central )
A PARTIR das 9.00 horas"
A vida passa diante dos nossos olhos e nos faz refletir e opinar. Em todos os segmentos da vida. Do boteco à fé, ao jogo de futebol, na política, enfim, no dia a dia, afinal a vida é tudo isso.
domingo, 11 de setembro de 2011
Antes de tudo! Voltei
As questões profissionais me afastaram deste exercício, mas estou de volta, com um novo foco. Pretendo utilizar este espaço para tentar explicar algumas coisas que vejo, ouço e leio por aí.
Por vezes as situações/expressões/opiniões são ditas, repetidas, entram para o imaginário e não são questionadas. Exemplo: quem ainda não ouviu a expressão “antes de mais nada”. Antes de mais nada? Não tem nada mesmo. É mais apropriado, para quem quer comentar algo antes de alguma coisa, afirmar “antes de tudo”. Ou não?
Abs!
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Dose exagerada de remédio é veneno

Publicidade (ou propaganda) é feito remédio. A dose precisa ser muito bem analisada e administrada. Todo excesso é prejudicial. Vira droga, veneno. Os políticos nem sempre atentam para isso e, muitas vezes, acabando estragando tudo com exposição exagerada.
Aquela velha máxima “falem bem, ou mal, mas falem de mim”, não serve nos tempos atuais. Quem muito fica na vitrine se sujeita a levar pedradas... A máxima de que um slogan deve ser repetido a exaustão, também segue a mesma linha.
Afixar o slogan em locais inadequados, na ânsia de difundir a marca, pode ser prejudicial. Não acham?
sábado, 18 de junho de 2011
Um sábado espetacular no parque





A tarde deste sábado foi uma mostra de quanto é importante um parque na vida da cidade. O Parque Centenário, com sua pista de caminhada, academia ao ar livre, monumento das etnias e o Largo da Bandeira, estava espetacular. Um verdadeira clima familiar e lotado de pessoas interessadas no que a vida tem de bom para oferecer em uma tarde de sábado.
Além do tradicional pessoal das caminhadas e corridas, foi possível ver entre os “simples mortais”, figuras ilustres como o goleiro Andrey, do Criciúma E.C., ‘brincando” com um desses carrinhos de controle remoto; o técnico da seleção brasileira de futsal, Marcos Soratto, o Pipoca, passeando com a filha; um grupo de street dance (Elements of Evolution)ensaiando; e um pessoal jogando capoeira.
Criciúma, seguramente, precisa de outros pontos desse tipo e espero que o fato se repita no Parque das Nações, que deve ser inaugurado, parcialmente, no segundo semestre e, segundo os maledicentes, sem a presença do Padre Marcelo. Isso, no entanto, é outra história...
Fundamental é a cidade ter espaço públicos bem cuidados, arborizados (uma falha do Parque Centenário), onde as pessoas possam ter momentos de lazer, possam praticar esportes e se relacionar. Ver pais e filhos jogando futebol, correndo e brincando, cidadãos cuidando de seus corpos é certeza que estamos construindo uma cidade melhor.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Tá legal, eu aceito o argumento!

“Estamos diante de enormes desafios: ou o jornalismo muda, conquista novos formatos, linguagens e, principalmente, recupera o interesse dos jovens; ou, pior do que a morte, o jornalismo corre o risco de se tornar irrelevante para as futuras gerações”. A afirmação, parte de interessante texto publicado em http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=643TVQ001, exige reflexões. Muitas. E urgentes.
Concordo plenamente que estamos caindo numa mesmice desgraçada. Abre-se dois ou três jornais e as informações são as mesmas. Seria trágico, não fosse cômico o motivo: a coincidência se dá pelo fato dos veículos publicarem, majoritariamente, relises.
Sou de um tempo que, como editor de um grande jornal, no momento de baixar a página os relises eram seqüenciados por importância de interesse da coletividade, após os demais textos de “produção própria”. Hoje o editor, na maioria dos casos, administra relises...
Lembrei dia desses de uma “lenda” que se conta sobre a canção “Argumento”, de Paulinho da Viola (http://www.youtube.com/watch?v=T1gB9Dwn7Ek) . À época quem fazia muito sucesso era o saudoso Benito de Paula, com um samba cheio de piano, violinos, instrumentos de sopro... Paulinho reagiu com “Argumento”.
Se a “lenda” é verdadeira, também é possível se relacionar uma coisa com a outra, apesar de parecerem amendoim e coca-cola... Ta legal, eu aceito o argumento, mas não me altere o jornalismo tanto assim, diria eu. Acrescentando: olha que a rapaziada está sentindo a falta de uma boa reportagem, sobre pautas que estão por aí, pedindo investigações.
Ta legal, repito, eu aceito o argumento, mas convenhamos as reportagens esportivas na TV, viraram brincadeira de gosto duvidável. Vez ou outra fazer um “trocadalho”, uma relação com determinado filme ou música, tudo bem. Agora, do jeito que está, se tornou aquilo que no passado chamávamos de “nariz de cera”. Haja “lingüiça a ser cheia”. E saco para suportar certos jornalistas que estão mais para atores, ou humoristas, quase sempre canastrões e sem graça alguma.
Foto "chupada" em:http://alaorilladelguaso.blogspot.com
terça-feira, 24 de maio de 2011
Tirem os cavalinhos da chuva!

Mais uma da caminhada matinal no Parque Centenário... Três cavalos – isso mesmo -, passaram o dia pastando pelo belo equipamento municipal.
Pouco antes do almoço, o trio estava aproveitado a sombra e o farto alimento aos fundos do Paço Municipal, o prédio que abriga a prefeitura de Criciúma. No final da tarde estava nas proximidades do teatro e do ginásio de esportes.
E fica por isso mesmo... A não ser que os animais sejam de propriedade da administração municipal, que já demonstrou seu apreço por esse tipo de criatura.
Lembram o esforço para que fosse implantado na cidade um pelotão da PM Montada, um tiro no pé da segurança pública local?
Pois bem, um bem graduado militar não esconde dos que lhes são mais próximos: trocaria, imediatamente, os cavalos por motocicletas, muito mais ágeis e, sobretudo, mais baratas de se manter.
Para ter dois cavaleiros no centro, por exemplo – só para impressionar – é preciso um caminhão para transportar os animais; o asfalto, seguramente, não é o piso mais apropriado aos animais e se as nuvens tornarem o céu plúmbeo (essa é boa!!!) , tiram-se os cavalinhos da chuva. Literalmente.
A tudo isso some-se necessidade de pessoal especializado para tratar os animais, a alimentação adequada, períodos de descanso, aluguel do Haras HG, entre outros cuidados necessários, para se concluir que a cavalaria é um tipo de policiamento perfeitamente incompatível com a atual realidade.
Surpresa e decepções na caminhada
Hoje, por volta de 11h20, no final da caminhada diária pelo Parque Centenário ( que alguns teimam em chamar de “Paço Municipal”), em sentido contrário vinha uma gestante. Jovem, uns 20 anos, no máximo.
Chamou-me atenção que sugava por um canudinho o conteúdo de uma lata. Pensei com meus poucos botões: tomando refrigerante; isso não é bom à gestação. A criança nem nasceu e já consome industrializado carregado de açúcar.
Antes que nos encontrássemos a “gravidinha” abandonou a lata ao pé de um poste de iluminação pública e outra coisa atraiu minha atenção. Ela usava uma blusa muito fina, justa ao corpo e a barriga era enorme. Pensei comigo: está fazendo hora extra; esse bebê vai nascer logo.
Em seguida decepção. Ao passar pelo poste de iluminação pública constatei que a lata consumida era de cerveja!
Tem cabimento? Grávida, quase ganhando o filho, bebendo cerveja as 11 horas da manhã? E nem procura um cesto de lixo para descartar a lata vazia?
Chamou-me atenção que sugava por um canudinho o conteúdo de uma lata. Pensei com meus poucos botões: tomando refrigerante; isso não é bom à gestação. A criança nem nasceu e já consome industrializado carregado de açúcar.
Antes que nos encontrássemos a “gravidinha” abandonou a lata ao pé de um poste de iluminação pública e outra coisa atraiu minha atenção. Ela usava uma blusa muito fina, justa ao corpo e a barriga era enorme. Pensei comigo: está fazendo hora extra; esse bebê vai nascer logo.
Em seguida decepção. Ao passar pelo poste de iluminação pública constatei que a lata consumida era de cerveja!
Tem cabimento? Grávida, quase ganhando o filho, bebendo cerveja as 11 horas da manhã? E nem procura um cesto de lixo para descartar a lata vazia?
Um pouco de tudo, bastante de tudo
Escrever, pra mim, tem sido rotina diária há décadas. Mais de três décadas. Em jornal, rádio e web já fiz de tudo um pouco, ou bastante de tudo. Política, economia, polícia, esporte...
Hoje o cotidiano me atrai. A cidade, as pessoas, a lua, o mar, o jogo de futebol... Tudo tem um significado e uma interpretação. A vida é repleta de acontecimentos, uns mais importantes ou significativos que outros e todos nos fazem refletir e opinar.
Opinar é diferente de julgar e é assim que conduzo minhas conclusões, com objetivo de fazer com que as pessoas pensem, analisem e também opinem.
Dos fatos mais simples aos mais complexos, nesse espaço, quero deixar registrado, agora em primeira pessoa, para provocar debates sérios, construtivos e positivos para todos.
Afinal, se aqui estamos é para contribuir para que todos tenhamos uma vida melhor e mais clara, em todos os sentidos.
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